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domingo, 4 de junho de 2017

Quiero verte otra vez

Ven, quiero verte otra vez
Quiero decirte como duelen
Estas ganas de tenerte
De tenerte otra vez

Ven, te deseo locamente 
Dime sin miedos lo que sientes
Quiero que sea diferente
Diferente esta vez

Ven, no te olvides que te adoro
Pues vales más que todo el oro 
Sabes lo cuanto yo te añoro 
Yo te añoro esta vez

Ven, y regresa a mi lado
Vuelve y olvida mis pecados
Desde aquel día te he esperado 
Te he esperado otra vez

Ven, y no escuches lo que dicen
Sueño que olvides lo que hice
Juntos podemos ser felices
Ser felices otra vez

Chico Freitas

sábado, 25 de junho de 2016

Puerta abierta

Me despierto
Un nuevo día
La rutina
Melancolía

Tanto tiempo
Cerrado a llave
El corazón
Caso grave

Ahora cambio
Abro el candado
El destino
Que esté a mi lado

Puerta abierta
Vamos, entra, pasa 
Haz de mi amor
Tu nueva casa

Chico Freitas

terça-feira, 17 de maio de 2016

Vado via, svanisci tu!

Dove eri quando cadeva la pioggia su di me? 
Dove eri quando iniziava l'inverno senza te? 

Ora che non son più perso 
in mezzo a la nebbia che aveva qui
Ora che già non ti penso
pensi che potrai riprendermi
Ora che non ti voglio più
vado via, svanisci tu!

E adesso mi cerchi di nuovo 
con quelle promesse di felicità 
che io già conosco e non provo 
perché non conosco più la ingenuità 
grazie a te

Dove sarai quando ritorni quel vento contro me?
Dove sarai quando ritorni il bisogno di esser con te?

Chico Freitas

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Papá

Papá, donde quiera que estés
quizás me puedas escuchar
quiero que sepas que te quiero
y que te extraño siempre más

Papá, sé que no éramos iguales
las diferencias nos separaban
que tantas veces discutíamos
pero siempre me perdonabas

Papá, te fuiste sin despedidas
partida anunciada y silenciosa
gracias por compartir conmigo
una parte de tu vida preciosa

Papá, si me escuchas sonríe
porque tu hijo ha crecido
te lleva en sueños y recuerdos
pa' que no te caigas en el olvido

Chico Freitas

domingo, 8 de novembro de 2015

Vacío

Me ha costado tanto, tanto tiempo 
Sin convencerme de que ya no eras mío, 
Mientras yo seguía aún siendo tuyo, 
Aunque si ya no me tuvieses, querido. 

Tu foto aún estaba en mi estante, 
Tu recuerdo encendido en mi pecho. 
El deseo de huir de todo y encontrarte 
Se peleaba con mi miedo a equivocarme. 

Se han caído las hojas del calendario,
Y finalmente he visto que eres mi pasado,
Ya no tengo aquellas ganas de esperarte.
Perdóname si he sido a veces tan pesado.

Hoy estoy libre, pero temo a la libertad .
Siento un gran hueco adentro y no es por ti, 
Es el vacío que ha dejado el sentimiento.  
Busco otro por quien de nuevo pueda sentir. 

Y no me reconozco en esta búsqueda. 
Soy como un lobo cazando su presa, 
En vano, porque después nada me queda. 
Quiero volver a amar a quien lo merezca.

Chico Freitas

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Castelo de areia

Felicidade é coisa estranha! 
Quando vem nos arrebata, 
nos eleva, nos leva a voar alto. 
A felicidade nos faz querer mais, 
sempre e cada vez mais. 
E é nesse querer que se quebra a cara. 
Porque quanto mais a gente a busca, 
menos ela quer ser encontrada. 
Felicidade é um castelo de areia na praia: 
a gente mesmo o faz, e o faz com esmero,
dando o melhor de si,
constrói o belo, como se nele fosse habitar, 
até que vem a onda e leva-o embora, 
ele desmorona. 
A felicidade sempre desmorona. 
Ela é sempre efêmera, nunca dura, 
é feita de momentos. 
E se a gente não entende isso
e quer que dure para sempre, 
o coração, coitado! sempre partido. 
E isso aqui digo, 
muito embora não o tenha ainda aprendido. 
Meu castelo desmorona
e eu fico sem lugar pra morar. 
Ah, se houvesse cimento pra construir felicidade! 

Chico Freitas

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Non voglio amare più così

Io sono stanco di pensare a te
e sono stanco di chiedermi perché.
Non voglio più aspettarti ormai,
non voglio perdonare il male che mi fai.

Perché mi fai soffrire,
mi fai morire
lentamente
e la mia mente
si perde e poi,
mi perdo in noi,
in quei ricordi.

E voglio allontanarmi
per dimenticarti,
non voglio amare più così.
Poter ricominciare
senza rinunciare
a questa amara vita cos'è?

Chico Freitas

quinta-feira, 14 de março de 2013

Il bimbo impaurito

Come la luna si nasconde dal mattino,
come il ventinovesimo giorno di febbraio,
il bimbo impaurito con la testa sotto il cuscino,
io mi nascondo inutilmente dei miei guai.

E rimango
chiuso dentro di me.
E rimpiango
tutte le cose che perdo.
E mi perdo
dentro me.

Io da solo mi vedo
tra le lacrime che,
che mi strappano gli occhi
e mi chiedo perché.

Chico Freitas

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Navegante

Lastimo tanto que não seja meu
aquele mundo que me prometeu.
Preciso tanto de você aqui
que já nem sei o que fazer de mim.

Sobre as ondas do mar levo meu coração,
levo bem longe, pra onde não haja ilusão.
Vou navegando distante de todo lugar
que hoje me faz recordar, que me faz lamentar.

Mas deixo aqui um sentimento
que me prenda a este tormento,
porque não sei viver sem sofrer,
pois sofrer me dá forças pra crescer.

Chico Freitas

sábado, 19 de janeiro de 2013

1h41

Confesso que sinto a tua ausência,
que de te lembrar me aperta o peito
por não te ver agora ao meu lado.
E, de fato, não é que seja um segredo,
mas é algo difícil de dizer assim,
que todas as noites sinto grande medo
de nunca mais beijar-te os lábios.
Nesta noite de verão e chuva te escrevo
porque já me faltam tuas mãos suadas,
que pertenciam às minhas e não mais as vejo.
Sinto falta dos teus arrepios trêmulos
quando tocava-te com tão indecentes dedos,
dos teus olhos que se reviravam todos
enquanto eu marcava tua nuca com beijos.
Algum dia te lembrarás do que fomos,
de que o teu afeto é meu único desejo.
E nesta noite escura meu peito te chama,
minha pele, ardendo, te chama de um jeito
que mal posso me aguentar debaixo dela,
porque me queima sem dó o corpo inteiro,
e não há outra cura ou alívio além de ti,
porque a tua presença é meu único refresco.

Chico Freitas

sábado, 27 de outubro de 2012

Save me, save me!


I'm waiting for
Someone who can save me
Save me from this slut life
Save me from this party tonight

'Cause this is not me
It is just an escape
It's just a distraction
While I wait for a true love

Oh I wanna be special for someone
Wanna be loved by someone
Oh baby, where are you in this world?
When will you come to my arms?

Oh, baby, please come and save me!
Come to me and save me, save me!
Save my life from this nasty way, oh!
Baby, please come and save me!
Come to me and save me, save me!
Save my life from this nasty way, oh no!

Oh, I don't...
I don't want to be forever
A slut.

Save me, save me!
Baby, come and save me, save me!
I don't want to be forever a slut.

Chico Freitas

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sulla stessa sedia


Ora ti scrivo
quest'ennesima lettera
solo per dirti
che son seduto qui su questa sedia,
la stessa sedia
dove mi hai dato
l'ultimo bacio,
ad aspettarti ad occhi aperti
da quando te ne hai andato via,
da quando mi hai detto "torno a presto",
da quando questa mia pazzia
mi ha portato via tutto il resto,
da quando il vento mi portava
l'odore delle rose di colina,
da quell'estate che scaldava
quella coccinella piccolina.
Ma adesso io non trovo più la forza
che avevo...
E dicono
che la speranza è l'ultima a morire,
la mia se ne va giù
nel mare del tempo.
E chiudo gli occhi per la prima volta
e ti rivedo qui davanti a me,
nel buio, una piccola luce su di te,
che mi apri le braccia
e mi raccogli.

Chico Freitas

terça-feira, 24 de abril de 2012

Cuide-me!

Ouça, alguém bate à porta.
Veja o que há do lado de fora.
Sou eu, num cestinho de palha,
com um bilhete não assinado que só diz:
dê-lhe carinho!

Preciso que cuide de mim, cuide-me!
Estou aqui, tão só, indefeso,
abandonado à porta do seu orfanato,
faminto, sedento, com frio.

Cuide de mim, cuide-me!
Preciso de um pouco de amor
pra não morrer de solidão,
pra não morrer na escuridão profunda
da noite vazia e sem brilho.

Não quero mais chorar aqui fora,
leve-me pra dentro agora mesmo
e cuide de mim, cuide-me!

Me dê seu afeto, me dê seu cuidado,
me dê, me dê o que você tem pra mim,
me dê a chupeta, o brinquedo,
me dê um sorriso, um olhar de ternura,
um beijo sereno, me dê seu abraço
quentinho, seguro, me dê!

Sou criança carente, órfã de sonhos,
abandonada aos seis meses na sua porta.
Recolha-me! O que espera?
Me leve pra dentro e me afague,
me envolva em seus braços, me cuide!

Chico Freitas

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Alle calende greche

A volte ci penso,
ti sento lontano,
e mi manchi come quando eri con me.

E poi ci ripenso
e so che da un'anno
io non appartengo a te, nè tu a me.

Ma so che tu non sei
già quello che vorrei
da una vita e mi accorgo
che non ti amo più,
ti oddio
oppure no!

E sai che alle calende greche
tu mi avrai un'altra volta,
tra le finestre aperte scalderà
la mia anima ferita.

E so che alle calende greche
io dormirò alla tua porta,
aspettando di sveglarmi qua
con te nella mia vita.

Anche mi manchi
io non ti voglio più,
si sto davanti
a quello che eri tu.

Alle calende greche tu mi avrai
tra le finestre che non si apron mai.

Chico Freitas

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Dormir é para os fracos

Dormir é o que me resta;
dormir sem querer acordar.

E então durmo o dia todo
e não me levanto da cama
nem para viver.

Porque de viver já me canso
e viver nesta realidade
é um duro tormento.

Dormindo sonho
e sonhando fujo da realidade
e da vida.

O sonho é mais doce,
mais belo e mais agradável
que esta realidade amarga, feia e incômoda
na qual estou fadado a viver.

Só quero dormir,
porque só quero sonho,
só quero fantasia.

Mesmo sem sono,
o que quero é dormir e sonhar
e não viver esta realidade impiedosa.

O sonho é a fuga, a saída,
e só quero fugir.

Chico Freitas

domingo, 18 de dezembro de 2011

What the hell means a life?

I don't wanna think,
just wanna talk.

I don't wanna breath,
don't wanna eat,
just wanna drink.

I don't wanna stay,
don't wanna go.

I don't wanna see the reality,
just wanna close my eyes.

I just wanna sleep,
don't wanna wake up anymore.

I don't wanna live,
just wanna cry.

I don't wanna answer anything,
just wanna ask...
What the hell means a life?

Chico Freitas

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Águas passadas

Rio que corre e me leva,
que me leva embora
lenta e tristemente,
exceto quando há corredeiras.

Já faz algum tempo que embarquei
sozinho em meu barco,
já estou longe de onde parti.

Parti das corredeiras que me davam medo,
mas isto já são águas passadas.

Mas as marcas das pedras ainda estão no casco
e ainda há uma poça no fundo do barco.
É água das corredeiras,
que ainda molha meus pés descalços
e apodrece aos poucos a madeira do barco.

Rio que me leva pra longe,
rio que corre agora manso,
que leva uma vida.

Rio que corre em mim
e vai.

Chico Freitas

domingo, 4 de dezembro de 2011

Não estou escrevendo

Só se escreve quando se ama
ou quando dói.

Escreve-se melhor se a dor domina;
bem melhor na dor que no amor,
embora amor e dor se relacionam
tanto na semântica quanto na rima.
Mas este poema não rima com nada,
não tem métrica, não tem nada,
nada mesmo!

É que não tenho mais amor
e, portanto, não há dor alguma em meu peito.
Estou curado, finalmente!
Droga!
Já curei-me!

Ou talvez eu esteja enganado;
talvez eu sinta dor e não sei;
talvez me angustie o fato de não ter o que escrever.

Mas cá estou... ESCREVENDO!
Escrevendo sobre não escrever,
mas escrevo.
É porque me dói não escrever
e amo escrever.

Já vê como amor e dor não existem um sem outro?

Chico Freitas

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sem luz nem nada

De repente,
sombras.

E, logo,
preto.

Está tudo escuro
e nada vejo.

Negro céu sobre minha cabeça,
negro chão sob meus pés.

Tudo preto.

Preto céu que de estrelas não brilha.

As estrelas despencaram noutro dia
e, sem seus gases, se apagaram.

E a lua? Não sei, mataram-na, talvez.

Não encontro saída,
não enxergo o caminho.

Estou perdido.

Tenho os olhos bem abertos,
mas nada vejo além de trevas.

Como cego, vou tateando à minha volta,
e não toco em nada.

Nenhum passo posso dar,
porque nunca se sabe em que buraco se irá cair.

E não sei se foi a luz que me orientava a que se apagou
ou se minha alma a que enegreceu.

Só sei que tudo é escuro agora.

Chico Freitas

Mais uma vez saudade

De manhã, a luz branda pela janela e você;
e um pão quentinho e requeijão e você.

À tarde, risos e filmes e novelas
e carinho e sexo e você.

À noite, pizza e vitamina e um abraço e você;
e dormir de conchinha e braço dormente
e calor e frio e você.

Hoje, lembrar e sonhar e querer
e não ter e esperar e saudade... sem você.

Chico Freitas